Lumenarie-se
A loja abre quando houver o que vender.
Hoje não há produto, preço, estoque nem carrinho, e esta página não vai fingir que há. Ela existe para dizer, antes de qualquer venda, o que vai existir aqui, sob qual regra, e quais direitos são seus antes de você gastar um centavo.
Nenhum produto, nenhum preço, nenhum carrinho, e nenhuma data prometida. Se você chegou clicando em Lumenarie-se, chegou no lugar certo: é aqui que a casa combina as regras antes de abrir a porta.
Três regras que a loja não negocia
Elas valem a partir da primeira venda e não dependem de promoção, data comemorativa nem humor do mês. Estão escritas aqui em público para que você possa cobrar, inclusive por e-mail, com esta página aberta na frente.
Preço inteiro à vista, sem letra miúda
O que aparecer na tela é o que sai da sua conta: valor do item, frete e imposto somados antes de você decidir, não depois. Sem taxa que só aparece no último passo, sem assinatura embutida, sem renovação automática que você não pediu. É exigência do Decreto 7.962/2013 para comércio eletrônico, e é o mínimo que a casa entende por respeito.
Nada aqui promete curar
A loja de uma casa que fala de ciência é o lugar mais fácil do mundo para vender esperança. Não vamos. Nenhum material daqui vai dizer que trata, previne ou cura doença, porque isso é papel de profissional de saúde e de produto registrado, e o registro sanitário no Brasil quem dá é a Anvisa, não a nossa vontade de vender.
Seu dado não é parte do pagamento
Pedimos o mínimo para entregar e emitir a nota, e nada além disso. Sua compra não vira perfil de anúncio, não é revendida e não é repassada a corretor de dados. Cadastro não é pedágio: quem quiser só comprar, compra, e a base legal de cada dado pedido fica escrita na hora do pedido, como manda a LGPD.
O seu direito já existe — antes da loja abrir
Não é gentileza nossa: é lei brasileira, publicada, com número e artigo. Está aqui em cima porque quem compra tem de saber disso antes — e não depois, num rodapé escondido.
Sete dias para desistir, sem justificar. Em compra feita fora de loja física, quer dizer, pela internet, o Código de Defesa do Consumidor dá ao comprador o direito de desistir no prazo de sete dias, contado da assinatura ou do recebimento, e receber de volta o que pagou, corrigido. Não é promoção nossa: é o artigo 49.
Quem vende tem de aparecer inteiro. O decreto que regula o comércio eletrônico no Brasil obriga o site a mostrar, em lugar de destaque e fácil, o nome empresarial, o CNPJ e o endereço físico e eletrônico de quem vende; a informar as características do produto, incluindo risco à saúde e à segurança; e a apresentar o preço com todas as despesas somadas, sem letra miúda depois. Também obriga atendimento eletrônico eficaz, confirmação imediata do pedido e o resumo do contrato antes de fechar.
E se der problema, existe onde reclamar sem nos pedir licença. O órgão federal de defesa do consumidor mantém canal público e a rede de Procons atende no estado, nada disso passa por nós, e é bom que não passe. Quem vende aqui é uma pessoa jurídica com CNPJ aberto, registrada como microempreendedor individual: nome, número e endereço estão no rodapé de todas as páginas, o ano inteiro.
Como o pagamento vai funcionar — e como não vai
Escrito agora, com a loja fechada, para não ser escrito depois, com pressa e com cliente esperando.
Nunca por transferência para conta de pessoa física. Nenhuma chave pessoal, nenhum número de conta particular, nenhum "me chama no particular que a gente resolve". Quando existir cobrança, ela vai sair no nome da empresa, com CNPJ na fatura e recibo emitido, e por intermediário de pagamento regulado, para que os dados do seu cartão nunca cheguem a esta casa. O que não passa por aqui, não vaza por aqui.
O dado que não é necessário, não é pedido. Para entregar um arquivo digital basta um e-mail; para entregar coisa impressa, o endereço. Nada além disso entra no formulário, e o que entrar fica em servidor em território brasileiro, pelo tempo que a obrigação fiscal exigir e não um dia mais. Sem revenda de cadastro, sem "parceiro" recebendo sua lista, sem rastreador de terceiro seguindo você depois da compra.
O que esta loja nunca vai vender
Uma casa se define mais pelo que recusa do que pelo que promete. Estas três recusas valem desde antes da primeira venda, e ficam publicadas justamente para poderem ser cobradas de nós depois.
Não vendemos pressa
Nenhum relógio correndo, nenhuma "última unidade" que nunca acaba, nenhum preço que sobe se você fechar a aba. Escassez inventada é mentira com cara de oferta, e mentira que apressa é a que mais machuca quem tem pouco dinheiro. Se algo aqui estiver realmente acabando, o número vai ser o número de verdade.
Não vendemos para criança
Existe material feito para criança aqui, e ele é oferecido ao adulto que paga, nunca à criança que pede. Nada de personagem insistindo, nada de "peça para a sua mãe", nada de recompensa por compra dentro de conteúdo infantil. A lei brasileira chama a criança de prioridade absoluta; numa loja, prioridade absoluta significa não usá-la como vendedora de nós mesmos.
Não vendemos o que não lemos
Nada de catálogo de terceiro despachado do outro lado do mundo com a nossa marca colada em cima. Nada de link de afiliado disfarçado de recomendação: se algum dia houver comissão em alguma indicação, ela vai estar escrita na mesma linha da indicação, e não numa página de termos que ninguém abre. O que sai daqui foi feito ou conferido aqui, e a fonte de cada afirmação vem junto.
A fronteira da máquina, nesta loja
Inteligência artificial entra aqui para organizar rascunho, sugerir corte, achar repetição e traduzir os oito idiomas. Não entra para definir preço, decidir o que é verdade sobre a sua saúde, escrever elogio no lugar de cliente nem conversar com você fingindo ser gente. Se um dia existir atendimento automático nesta casa, ele vai dizer na primeira linha que é robô. Contato humano é por e-mail, com nome e CNPJ no rodapé, e a responsabilidade pela venda é de pessoa, não de programa.
Então o que dá para fazer hoje?
Duas coisas honestas, e nenhuma delas é fingir que a loja está aberta. Você pode pedir um aviso por e-mail para quando houver o primeiro item de verdade, um aviso, não uma lista de propaganda, ou pode contratar o Estúdio, que é o serviço que já existe, já tem entrega definida e já pode ser cobrado hoje.
Se nada disso servir agora, também está bem: fecha a aba sem culpa e volta quando tiver o que buscar. A porta não vai estar mais barata amanhã porque você hesitou hoje.